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sábado, 16 de janeiro de 2010

Taj Mahal


Para os que ainda não conhecem sua história, o Taj Mahal é um palácio de mármore branco que foi construído em 1653 na cidade de Agra, na Índia.
Na verdade, trata-se de um mausoléu erguido para homenagear e manter viva a memória da esposa favorita do príncipe Kurram, posteriormente nomeado Shah Jahan "O Rei do mundo", quando de sua coroação.
Dizem que Kurram viu sua amada Aryumand Banu Begam pela primeira vez aos 15 anos de idade, tendo-se passado cinco anos sem que pudessem sequer se ver.
No dia do casamento o nome dela foi alterado para Mumtaz Mahal, ou "A jóia do palácio", pelo próprio príncipe.
Assim viveram até que ela, aos 39 anos e ao dar à luz seu 14º filho com o príncipe, faleceu.
Inconsolado, fez com que o reino inteiro acompanhasse seu luto por dois anos. Nesse período não houve música, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
O príncipe Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer.
Não se sabe ao certo quem foi o arquiteto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, jade e cristal da China, turquesa do Tibet, lapis lazulis do Afeganistão, ágatas do Yêmen, safiras do Ceilão, ametistas da Pérsia, corais da Arábia Saudita, quartzo dos Himalaias, âmbar do Oceano Índico, além da utilização de uma manada de mil elefantes para levantar os blocos de sustentação.
Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que formam uma cortina de milhares de cores.
A sonoridade do interior amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.
O monumento fez com que esse grande amor e também o grande sentimento de perda que o sucedeu, fossem conhecidos no mundo inteiro e comentados até hoje.
Fico pensando se esse príncipe foi capaz de demonstrar em vida à sua amada, o grande amor que demonstrou após a sua morte.
Fico pensando que quero um amor que seja escancarado enquanto eu posso desfrutá-lo, porque depois que eu me for, de nada me valerá.
Fico pensando na música do Renato Russo que diz que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há".
O Taj Mahal é lindo, sua história é estupenda e o amor que o permeou é maravilhoso demais!
Mas eu não preciso de um Taj Mahal, quero apenas ser a "jóia do palácio" de alguém...

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